Mesmo diante dos resultados frustrantes do saldo de emprego do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) de março, divulgados na última quinta-feira (25), os dados mostram que as novas modalidades de contratação criadas pela reforma trabalhista ocorrida no governo Michel Temer vêm exercendo impactos positivos sobre o mercado de trabalho.

Do total de 390,2 mil empregos com carteira assinada criados nos últimos 12 meses (período de abril/18 a março/19), 18,5% é constituído pelos novos contratos de trabalho em tempo parcial e intermitente (72,3 mil). O número representa quase 1/5 do total de empregos formais criados no período. Os dados são da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

As informações correspondem ao indicador de saldo líquido de admitidos menos desligados, disponibilizados pelo CAGED de março. Do total de empregos em tempo parcial e intermitentes criados no período abril/18-março/19, 74% estão concentrados em subsetores associados a atividades de comércio e construção civil.

17,9 mil vagas em tempo parcial e intermitente foram geradas no subsetor de comércio varejista (24,8% do total), 14,2 mil em vendas imobiliárias (19,7%), 11,4 mil em alojamento e alimentação (15,8%) e 9,2 mil em construção civil (12,8%). As novas modalidades de contrato foram uma das principais medidas da reforma trabalhista, aprovadas no governo de Michel Temer (2016-2019) e em vigor desde novembro de 2017.

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